terça-feira, 21 de agosto de 2012
Resenha: Geração Subzero - Org. Felipe Pena
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Resenha: Instintos Cruéis - Carrie Jones.
sábado, 17 de março de 2012
Os dez melhores livros de 2011

Suzanne Collins – Jogos Vorazes

Ray Bradbury – Fahrenheit 451

Paul Auster – A trilogia de Nova York

Jorge Amado – Capitães da Areia

George Orwell – A Revolução dos Bichos

Gabriel García Márquez – Memórias de minhas putas tristes
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Harry Potter Fanfiction: A parte não lida
A parte não lida

Na página 380 de "Harry Potter e o Cálice de Fogo" vemos o fim de um capítulo em que Olho-Tonto-Moody pega emprestado de Harry o Mapa do Maroto, mas na continuação do livro não encontramos a devolução, por isso resolvi escrever a cena em que isso acontece.
Harry repentinamente esqueceu a ideia de Auror e lembrou-se do Mapa, e se Moody o entregasse para Dumbledore?
Fred e Jorge! O diretor pediria informações. O que responderia sem entregar aqueles que o ajudaram? Levantou-se vagarosa e silenciosamente. Rony dormia virado para a parede. Harry abriu o seu malão, pegou a capa e desceu a torre da Grifinória.
- Hip! Hip! Nick, seu cabeça frouxa! – era Pirraça, mas a sua voz estava do outro lado do corredor ao longe.
Seguiu o corredor, abriu a porta do escritório do Prof. Moody. Seguiu para a escrivaninha, abriu a primeira gaveta. Só tinha alguns pergaminhos em branco. Tentou a segunda gaveta. Estava lá o Mapa. Pegou, fechou as gavetas, deu uma olhada no documento mágico.
Pirraça tinha ido para o Salão Principal e todos os outros estavam nos seus devidos lugares. Fechou a porta em silêncio, ajeitou sua capa e subiu à torre. Teve de acordar a mulher do quadro, entrou e seguiu para o dormitório.
Guardou a capa e escondeu o mapa. Deitou e seus pensamentos, tanto os que lhe traziam o banho com o ovo e a conversa de Snape com Filch viraram sonho.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Visão do Além - Charlaine Harris

Charlaine Harris é indubitavelmente uma das minhas autoras favoritas e parece ser uma das menos reconhecidas pelas editoras brasileiras. São elas Benvirá e Lua de Papel – Selo de Leya -, respectivamente responsáveis por ‘As Crônicas de Sookie Stackhouse’ e ‘Harper Connelly Mysteries’. A primeira consegue produzir as capas mais horríveis que se têm notícias para uma série de fantasia urbana e a segunda desapareceu com travessões dos diálogos, não justificou o texto e deixou a revisão final do livro a ver navios já que mãe é mão, atrás é arás e cabelos são cabeços.
Todos sabem que nada são rosas no Brasil editorial, então vamos conhecer um pouco da trama, já que passamos pelo drama e sobrevivemos.
O romance escrito em 2005 traz consigo a marca registrada de Charlaine Harris: Cidade pequena, toque sobrenatural, serial killers e personagens femininas fortes (que sempre narram o sucesso de pintar bem as unhas dos pés!). E o vilarejo da vez é a pequena Sarne, Arkansas.
O que seria apenas mais um trabalho para Harper e seu meio-irmão Tolliver mostra-se um desafio, talvez, mortal. Não que a Senhorita Connelly não entenda de morte, afinal, esse é o seu trabalho. Aos quinze anos ela fora atingida por um raio que lhe deu um dom: Descobrir onde estão os restos mortais de pessoas desaparecidas e reviver os últimos minutos de vida do cadáver.
Como em todo bom livro de suspense que se preze as mortes não são o que originalmente se imaginavam e é isso que abre a caixinha de Pandora nas mãos da protagonista e do seu fiel escudeiros de pele marcada pelas acnes.
De maneira geral a dupla funciona bem, já que Harper tem ataques fóbicos a cada tempestade - algo que me lembrou Marley - e não consegue ser muito delicada com os seus contratantes. Os meios-irmãos são realistas e tem um passado marcado por pais alcoólatras e esquecimento afetivo, o que faz de Harper uma personagem mais complexa do que se espera de início.
O livro foi uma ótima oportunidade para Charlaine, cristã confessa, trabalhar com alguns conceitos e visões da Igreja e o tratamento ignorante com que alguns fiéis tratam pessoas diferentes.
Afinal, Harper já teve o carro apedrejado, foi ameaçada de morte, sofreu tentativas de assassinato e é geralmente humilhada em público. Quem nunca ouviu um amigo gay ou praticante de Umbanda contar que já passou por algo do gênero? Esse é também um fator subentendido tanto aqui quanto na saga de maior sucesso da autora.
A obra não é extensa, nem cansativa. Um bom passatempo pra tardes chuvosas. Este livro acaba de virar uma HQ, lançada em Junho pela Dinamite.
Os próximos títulos a serem lançados nesta série são Surpresa do Além, Um Frio doAlém e O Segredo do Além. (Com mais cuidado por parte da editora, espero!)
sábado, 7 de maio de 2011
Resenha: Os Vampiros de Morganville I – Casa Glass

Olha onde eu fui me meter mais uma vez, pensei com pessimismo assim que abri o pacote do Correio, em minhas mãos estava mais um livro – entre milhares! – que tratavam sobre vampiros, mas eu estava enganado.
Os Vampiros de Morganville I – Casa Glass da escritora Rachel Caine (Editora Underworld, 2010) tem algo de diferente. O suporte da trama principal não é feito por um romance sobrenatural repetido incansáveis vezes desde que Bella e Edward se encontraram em Forks.
Claire é a personagem principal, uma garota inteligente de dezesseis anos que vai estudar na universidade mais próxima de sua casa, na misteriosa cidade de Morganville.
Nem bem ela se acostuma com o novo ambiente e já começa a sofrer bullying vindo da patricinha e psicopata Mônica e suas amigas. Com medo de ser assassinada durante a noite ela encontra refúgio na Mansão Glass ao lado de Eve, Michael e Shane.
Para uma garota que passou a vida em uma solidão profunda três novos amigos parecem ser um grande presente do destino. Eve é uma gótica que trabalha em um café no turno da noite, Michael é um ótimo músico que desaparece durante o dia – literalmente! – e Shane é um ser humano composto de músculos e nenhum cérebro, diga-se de passagem.
Onde estão os vampiros então? Bem, eles estão onde deveriam estar o tempo todo na literatura para os moralistas, criando pânico. A cidade funciona em uma hierarquia onde não se sabe quem é o chefe.
Há toque de recolher, algumas famílias devem fazer doações quinzenais de sangue e para não ser atacado do nada você precisa de Proteção de algum sanguessuga. No meio da história também existe espaço para magia e vidência.
Alguns comportamentos de Claire não combinam com seu elevado QI, o que faz muitos torcerem o nariz para a solidez do personagem, mas eu me pergunto, não somos assim também?
Não é um dos mais bem escritos livros ou uma das melhores obras de todos os tempos, mas é um bom entretenimento para depois que se chega cansado da faculdade e o seu único desejo é esquecer um pouco da realidade. Nem que você não lembre o nome dos personagens depois que se fechar o livro.
A melhor parte, talvez seja a recorrente sensação de perigo inevitável que espreita todos em Morganville e que faz Claire e o leitor ficarem sufocados. Aquele sentimento que só consegue ser despertado pelos melhores filmes de thriller.
O término do livro é digno de um fim de uma temporada de seriado norte-americano onde você diz: PQP eu tenho que ver o que acontece em seguida! Detalhe que pode aguçar a curiosidade de alguns ou criar um ódio eterno para outros...
Partindo do princípio que a série mais longa que já me aventurei a ler e ainda não terminei foi Desventuras em Série (com 13 volumes) e esta pretende trazer 12 títulos, pra terminar esta resenha pergunto: Quem terá mais fôlego para estas aventuras, eu ou os personagens?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Resenha: O Silêncio das Mariposas

O Silêncio das Mariposas (Editora Multifoco, 2010), escrito em seis meses pelo jornalista Juliano Schiavo traz consigo um forte traço das obras de Anne Rice, seja por manter as mesmas características mitológicas do mito vampiro ou pela personalidade profunda e filosófica dos personagens. Pode ser vista como falta de criatividade por alguns ou como uma homenagem sincera por outros.
A trama em si é um longo desabafo de um personagem sem nome ou sexo. Sem modéstia o narrador fala da sociedade e de ações incômodas por quais todos passam para poder agradar aos próximos e tornarem-se amáveis de uma maneira totalmente falsa. Esse é, talvez, o melhor ponto do livro.
O protagonista é transformado em vampiro durante um baile de máscaras pelo irresistível Lúcio. Daí em diante a história passa por ciclos cansativos em que a nova criatura tem sonhos aparentemente indecifráveis, mas que se mostram reflexos ou memórias de pessoas que marcaram sua vida mortal e que agora ele deseja experimentar o sangue, já que junto com este, pode absorver emoções e sentimentos.
O relacionamento com Lúcio é extremamente paterno e sexual, modelado por tons de sentimentos que o leitor não consegue compreender totalmente. As mariposas do título são símbolos de uma angustia profunda que persegue o vampiro tanto na mortalidade, quanto na imortalidade. Angústia e melancolia talvez definam a única maneira de ver o mundo através desse livro.
As 214 páginas deste tomo mereciam uma maior atenção editorial, assim como de copidesque. Um exemplo disso é a repetição exaustiva do adjetivo andrógino cada vez que Lúcio está em cena ou falhas gramaticais.
Para aqueles que esperam as grandes perseguições ou romances “sangue-com-açucar” da modinha, não é um bom título.




