sábado, 23 de janeiro de 2010

Hector & Afonso e Anacrônicas


Uma das minhas (muitas) promessas para 2010 era de resenhar todas as obras (brasileiras) que eu lesse. Ontem o carteiro trouxe minhas encomendas, e entre elas Hector & Afonso de Estevão Ribeiro e Anacrônicas de Ana Cristina Rodrigues.
Conheci a obra de Hector & Afonso através da Ana(esposa de Estevão) e me apaixonei logo de cara depois de passear pelo blog.
Na primeira página do HQ, Estevão escreveu: "Para Alex Bastos, com 'Abastros'.'' O que já me fez ficar ansioso pela leitura. Deitei sob a luz do abajur e fui lendo.
Em cada página vi traços de minha personalidade, dos meus amigos escritores e de nossos sonhos... Claro, que um pouco mais engraçadas.
A única coisa que posso dizer de Hector & Afonso é que encontrei o humor ácido, as piadas inteligentes e as críticas cômicas que antes eu só via em Calvin and Hobbes. Altamente recomendável!


Demorei, mas adquiri a obra de Ana Cristina Rodrigues, uma coletânea de contos que divergem entre História, Fantasia e FC.
Os contos que mais me chamara a a atenção foram estes:

A Princesa de Toda a Dor: a história de uma índia com um poder nada comum.

A Casa do Escudo Azul: um futuro pós-apocalíptico em que livros como "A Utopia" e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" serão obras de valor incalculável.

A dama de Shallot:
a história de uma jovem que se apaixona por Lancelot e tem um filho com este, Phellipe Riverson que depois decide batalhar ao lado do Rei Arthur.

O Baile das Máscaras:
um conto rápido com profunda conotação moral, faz nos pensar sobre nossos atos.

Apocalypse NOW!: Uma brincadeira rápida com os principais tópicos escatológicos do Livro das Revelações.

Alguns contos são bem melhores que outros, mas o livro tem uma escrita bela e frágil, a autora pareceu trabalhar todas as frases cuidadosamente. Um belo prólogo para a esperada obra-prima chamada Finisterra... Que um dia Ana nos brindará!

Um comentário:

Nathalya disse...

Os contos que o Alex escolheu parecem muito bons, os outros serão também? Tudo indica que sim. Os escritores brasileiros estão saindo da escuridão, ou eles sempre estiveram na luz e nós que nos fazíamos de cegos? Humm... Bela questão!